Hospital da Criança: Quem realmente a mãe culpou pelo falecimento do filho

Em um relato contundente e doloroso, uma mãe detalha as horas de angústia vividas dentro de uma unidade de saúde na capital do Maranhão, e revela as d

A busca por uma estrutura médica mais avançada gerou uma reviravolta devastadora na vida de Luana Quiaro, moradora de Bacabal, no interior do Maranhão. Sua filha de apenas quatro meses apresentava um quadro de bronquiolite e, após os primeiros cuidados na sua cidade de origem, a família foi aconselhada a transferir a menina para São Luís, buscando garantir um tratamento mais ágil e especializado para evitar qualquer piora no quadro respiratório.

Ao chegar à capital maranhense, contudo, a família esbarrou em uma realidade bem diferente da esperada. Segundo o relato da mãe, ao invés de um acolhimento imediato, a bebê foi acomodada em uma sala com várias outras crianças e precisou aguardar cerca de cinco horas para começar a receber as primeiras medidas básicas de hidratação. Durante esse longo período de espera, a paciente, que já sofria com o desgaste físico natural da doença, não pôde sequer ser alimentada, perdendo suas forças.

A demora na intervenção provou ser um fator crítico. Nas horas seguintes, o estado de saúde da criança se deteriorou de forma alarmante, exigindo intubação e manobras emergenciais para tentar reverter a falência respiratória. Apesar dos esforços da equipe do hospital para conseguir leitos e da realização de uma cirurgia de urgência para retirada de ar no pulmão, a criança não conseguiu resistir às complicações e acabou falecendo em menos de 12 horas após o procedimento.

Em meio ao luto, Luana agora utiliza sua dolorosa experiência para clamar por justiça e conscientizar outras famílias, alertando os pais para que jamais ignorem sintomas aparentemente simples, como uma tosse persistente em recém-nascidos. Em sua defesa oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus) informou que a paciente foi avaliada de forma contínua, mas que a fatalidade decorreu da extrema gravidade e rápida evolução infecciosa com a qual a criança já havia chegado à unidade.